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sábado, 25 de janeiro de 2014

Safari no Kruger

Eu estava devendo esse post já há algum tempo. Comecei meu safari no Parque Nacional Kruger com a maior inveja do mundo, pois contratamos um carro simples e assim que chegamos lá me deparei com aqueles carros cinematográficos grandões e todos abertos. A minha viagem à Nelspruit não tinha objetivo turístico, então o tempinho que tive disponível agarrei a oportunidade de fazer o safari e teve que ser num carro comum de passeio, pois todas agências que ligamos não tinham mais disponibilidade. Mal eu sabia que o carro de passeio é “o que há” para desfrutar um safari com total liberdade.



Ao começarmos a rodar pelas parque, percebi que nos “carrões” apenas as pessoas que ficam na “janela” tem o privilégio dos melhores ângulos para as fotos, pois às vezes os animais vão mata adentro rapidamente e outras vezes eles estão camuflados na paisagem. Eu fui sozinha no banco traseiro e fiquei livre para sacar fotos de ambos os lados, uma mão na roda! Uma outra vantagem do carro particular é que você para a hora que quer e permanece parado quanto tempo quiser. Nós, por exemplo, quando finalmente localizamos o leão, ele estava dormindo e ficamos “marcando um 10”, para que a fera acordasse. Apesar das vantagens grandiosas do carro de passeio, ainda pretendo fazer um safari num carrão daqueles, pois é muito “welcome to the jungle”.


O Kruger é gigantesco, repleto de biodiversidade e oferece uma experiência original de se estar no meio da selva, além da enorme possibilidade de ver os “cinco grandes” ( big five) – leão, elefante, búfalo, rinoceronte e leopardo. Desses só não consegui ver o leopardo, considerado o mais difícil devido ao hábito de ficar sobre as árvores. A vegetação do Kruger não é tão baixinha, para quem deseja fazer safari num local de vegetação tipo savana, indico o Serengeti, na Tanzania.
Rinoceronte Branco

Búfalo

Javali
Hoje a tarde aqui na selva quem dorme é o leão (e de patinhas abertas)

Hospedar-se em Neslpruit dificulta a ida ao Kruger( ficamos hospedados no Protea). Levamos praticamente 1 hora até lá. Caso eu fosse especificamente para fazer o safari, ficaria hospedada dentro do próprio parque, que apesar de um pouco mais caro proporciona a experiência de dormir ali na selva, o que deve ser indescritível. Uma outra vantagem é fazer “games” de meio dia -ficar o dia inteiro rodando de carro atrás dos bichos chega a dar enjôo- ou fazer “games” noturnos.
Babuínos
Conheço pessoas que fizeram o Kruger, alugando carro particular no próprio parque ou partindo de Moçambique. É preciso definir bem aonde vai se realizar a saída do parque para não se perder ou correr o risco de se afastar muito dela próximo ao horário do fechamento do parque.  Podemos comprar um mapa nos diversos acampamentos dentro do Kruger.

Logo no primeiro acampamento que paramos encontramos esse informativo diário de onde foram vistos algumas das espécies 

Há muito sul africanos que vão ao Kruger para uma simples tarde de piquenique. Nos acampamentos existem mesinhas com churrasqueira, daí as famílias só precisam trazer um pequeno butijão de gás e a carne! Nós improvisamos o piquenique, provando o churrasco de kudu (antílope) que vendia lá mesmo. Muito gostoso!




Depois da parada as energias ficam revigoradas e a busca pelo genuíno continua com a força total!
Acredito que seja uma Nyala fêmea

Macacos, amo muito

Waterbuck, uma espécie entre os tantos antílopes existentes no Kruger

No início  foi bem difícil ver as girafas, pois elas ficavam atrás de árvores altas e a minha visão ficou turva de tanto buscar. Com o tempo fui pegando o traquejo e passei a identificar os animais em meio às paisagens. Existem muitos trechos, em que eles ficam claramente visíveis e próximos. Às vezes próximo até demais pro meu gosto!



Girafas de pertinho
Gnu ou wildebeast

Impala

Uma das partes mais emocionantes da viagem foi correr da manada de elefantes. Eles tinham ido até um rio para beber água, com isso um volume grande de carros parou para apreciar. Só faltou tocar Hakunamatata de tão harmônica que estava a cena, porém o momento de paz foi interrompido, quando os elefantes decidiram sair e atravessar a estrada de uma só vez, onde exatamente estavam os carros parados de forma desorganizada. Imaginem a confusão, era gente dando ré, era gente indo pra frente, era gente indo pra direita e outros pra esquerda ao som estridente da manada correndo. Cheguei a pensar que não daria tempo, meu coração quase saltou. Felizmente saímos do caminho, alguns poucos carros continuaram e a manada passou entre eles. Fico pensando até hoje na emoção que aquelas pessoas sentiram. Rss

Saindo do rio


Paramos no acampamento Lower Sabie para o almoço. O restaurante dá vista para o rio, de onde se pode observar hipopótamos e algumas aves.



A gente vê tanta coisa legal e interessante na estrada que a vontade de parar só vem quando estamos muito apertados, enjoados ou com fome. Levei comigo no carro alguns biscoitos, balas e água. É bom não exagerar na quantidade de água para não passar aperto, enquanto se dirige a caminho de um acampamento.
Esse escaravelho fazia bolinha com as fezes de animais para carregar facilmente



Depois de ver de pertinho o hipopótamo que fica horas boiando,  "nem aí" para nada , fica muito díficil olhar uma pessoa preguiçosa sem lembrar do bichinho.


No final do dia, eu estava muito cansada, mas muito satisfeita por ter visto aqueles animais todos em seu ambiente natural. Eles estavam ali bem onde a natureza lhes presenteou com toda sorte de alimento e eu a espreitar toda sorte de beleza que há naquelas cenas, as quais espero que não saiam da minha memória tão cedo.

Crocodilo

quinta-feira, 14 de junho de 2012

Quebrando o paradigma, Cape Town

A palavra África pode soar animais grandes e selvagens, florestas, miséria, enfim características que tornariam o lugar inóspito, agressivo. Mas a primeira parte da África que eu conheci é mista, multifacetada e um lugar muito agradável de se estar e até viver. Não serei leviana de generalizar, pois estou falando de uma cidade de um país dos países que compõem o continente africano. Estou falando de Cape town, localizado na África do Sul.
Já no aeoporto fiquei estarrecida com o grande movimento de turistas vindos de diversos países do mundo. A viagem partindo do Brasil pode ser muito cansativa, pois é necessário ir até São Paulo para fazer a conexão para Johanesburgo, que parte às 18h pela South African Airways. É bom que o viajante com o destino para o continente Africano não se esqueça do cartão de vacina internacional com a vacina da Febre Amarela em dia,sem ele não se sai do check in. Voltando ao aeroporto de Johanesburgo...a fila da imigração foi grande, porém rápida, não me fizeram nenhuma pergunta, só me deram um caloroso bem vinda, logo depois tive que pegar minha mala para passar na Alfândega (ela não vai direto para Cape),”cãezinhos” de diversas raças já faziam seu trabalho de investigar as malas. Quando pensei que era só sair de forma fácil pela passagem do “nada a declarar” fui surpreendida por um policial que me parou e revirou minhas coisas todas, fiquei muito constrangida. Ainda bem que ele não desfez o lindo laço da caixa de bombons que eu levava para o meu namorado, Guilherme. Se comparado com o Aeroporto Galeão e de Guarulhos, o africano se supera nos quesitos limpeza, organização, informação, quantidade de lojas, e restaurantes e beleza. Há atendentes uniformizados dispostos a ajudar por todo canto, estejam parados ao longo dos corredores ou em guichês.
Ao longo da viagem o que mais me incomodou foi o “demorado apagar de luzes no avião”, apesar da South African Airways ser uma boa companhia. Eles servem a refeição, o líquido bem antes da refeição, vendem dutty free e depois enrolam muito pra permitir que as pessoas relaxem e gozem de horas de sono.

Já no Aeroporto de Cape Town a mesma organização que retratei anteriormente. A rede de ônibus My Citi, nascida com a Copa do mundo, permite que se chegue ao centro da cidade em menos de 30 minutos. Acredito que só valha a pena pegar um táxi, quando se esteja com muitas malas ou em mais de duas pessoas. Para trafegar pelos ônibus do sistema My Citi é só adquirir o cartão por R23 ( o que hoje equivale aproximadamente R$6 e pode ser devolvido ao se entregar o cartão e o recibo da compra no balcão da empresa) e carregar o valor  que se desejar. Vale a pena para andar por alguns pontos turísticos da cidade como o estádio, a table mountain e o Waterfront. O preço das passagens giram em torno de R10,60 (Rota principal – Table view e Civic centre) e R57 (aeroporto-civic centre, nesse crianças pagam quase a metade). O intervalo máximo dos ônibus é de 20 minutos (aeroporto e rota principal no final de semana ou das 19h às 21h30min). Os ônibus param de funcionar às 22h e em algumas estações antes, é bom sempre ter em mãos o folder do My Citi pra não perder o último ônibus.
Abaixo as fotos de alguns lugares famosos na cidade, pelos quais não se pode deixar de passar seja a pé ou de auto bus (R150), o que é uma boa pedida para quem fica pouco tempo na cidade.


LONG STREET

Rua famosíssima pela quantidade de lojas, restaurantes e história. Ela é marcada por belas construções e pela vista extensa da Table Mountain.


Mama Africa- espaço com música e danças africanas

Uma das incríveis visões da Table Mountain

WATERFRONT

Como diz o nome o waterfront é um espaço a beira mar que oferece infinitas possibilidades de comidas, compras, turismo e até mesmo um ótimo passeio a pé. É de lá que parte o ferry para Robben Island, lá tem a famosa clock tower, uma roda gigante com a vista para a cidade e para a Cable Mountain, e um áquario, que apesar de não ter ido, sei que é impressionante.



 A Mr. Cobbs é uma loja/ barberaria rústica. Um llgar histórico e lindo. É interno ao shopping do WaterFront
 Mr. Cobbs novamente

SAINT GEORGE MALL

Rua com vasto comércio e feira  de comida.

Apesar da grande quantidade de comércio, a rua não é nenhuma Madureira, pois não enche muito...vai entender!!


Vou detalhar mais esses e alguns outros pontos numa próxima oportunidade. Aguardem as próximas postagens com a Robben Island e com a rota do vinho (Constantia Wine Route). Também estarei postando sobre a Coreia do Sul.

Beijos!!